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Noiva é salva por doação após pagar R$ 10 mil em vestido e empresa 'sumir': 'Passava o dia chorando'

Noiva é salva por doação após pagar R$ 10 mil em vestido e empresa 'sumir' A professora e noiva Thalita Nonato Cardoso, de 26 anos, precisou ser salva por u...

Noiva é salva por doação após pagar R$ 10 mil em vestido e empresa 'sumir': 'Passava o dia chorando'
Noiva é salva por doação após pagar R$ 10 mil em vestido e empresa 'sumir': 'Passava o dia chorando' (Foto: Reprodução)

Noiva é salva por doação após pagar R$ 10 mil em vestido e empresa 'sumir' A professora e noiva Thalita Nonato Cardoso, de 26 anos, precisou ser salva por uma doação após pagar R$ 10 mil em um vestido produzido pelo ateliê My Vintage Dress, de São Paulo (SP), e a empresa desmarcar as provas da roupa e "sumir" das redes sociais. Moradora de Campinas (SP), ela é uma das cerca de 300 noivas que enfrentam corrida contra o tempo para conseguir uma peça para o casamento por conta da crise do ateliê. A história foi revelada pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo passado (6). Thalita comprou o vestido em janeiro de 2026. Foi o primeiro item que ela comprou para a cerimônia. Tudo corria bem até que as primeiras provas da roupa fossem desmarcadas. Pouco tempo depois, a professora foi surpreendida com vídeos que viralizaram nas redes sociais nos quais outras noivas relatavam que o ateliê tinha deixado elas "na mão", sem entregar o vestido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp À esquerda, Thalita com o noivo Kevin; à direito, vestido que ela pagou R$ 10 mil Arquivo pessoal Thalita também tentou abordar a empresa para se informar sobre o andamento da encomenda, mas não teve retorno. A dois meses do casamento, marcado para 14 de novembro, em São Carlos (SP), ela se viu sem vestido para casar com Kevin Felipe da Costa, de 27 anos. "Fiquei uma semana sem dormir. Não estava conseguindo trabalhar direito, passava o dia chorando, tive crise de ansiedade. Quando toca no assunto, ainda fico um pouco sensível, começo a encher meus olhos de lágrimas. É uma coisa que eu não consegui superar ainda", relatou. A professora gravou um vídeo para as redes sociais. O conteúdo foi visto por uma empresa de Belo Horizonte (MG), que doou um vestido para o casamento. "Estou um pouco mais tranquila, mas ainda fico com aquele sentimento ruim de ter sido enganada, de tudo que envolve isso. Porque realmente o vestido para a noiva é uma coisa muito especial, então abalou bastante", comentou. Em nota, o advogado Luiz Augusto D'Urso, que representa a My Vintage Dress, disse que todas as noivas estão sendo atendidas e respondidas, e que Thalita poderá ter o contato restabelecido e o atendimento necessário (entenda mais abaixo). Pesquisa e repercussão Uma das tentativas de contato feita por Thalita que não foi respondida pela My Vintage Dress Arquivo pessoal Thalita disse que encontrou o ateliê pesquisando na internet e vendo que influenciadoras e pessoas conhecidas compraram peças no estabelecimento. Segundo ela, a empresa também tinha boas avaliações no Google e no Serasa. "Era um ateliê que já fazia 14 anos, se eu não estou enganada. Que já estava fazendo os vestidos de novo. E os vestidos eram um pouco diferentes dos outros ateliês, por isso que eu escolhi. Por ser uma renda diferente, um tecido diferente. Mas acabou dando nisso", relatou. A professora contou que os vídeos que ela viu nas redes sociais falavam de uma suposta falência da loja e, com os cancelamentos de provas, ela achou a situação suspeita e decidiu procurar a My Vintage Dress. "Já mandei mensagem lá, eles não responderam. Eu tentei ligar, eles não responderam. Aí começou a repercutir e depois já estourou que a loja não estava entregando os vestidos", contou. Com a situação, Thalita afirmou que vai entrar com um processo na Justiça para tentar recuperar os R$ 10 mil. "Não quero mais relação com essa loja, só gostaria de ter realmente o dinheiro de volta", disparou. Matéria no Fantástico Mais de 300 noivas em busca dos vestidos de casamento Uma matéria do Fantástico revelou a situação da My Vintage Dress. Cerca de 300 encomendas estão pendentes. Muitas noivas já tinham pago pelos vestidos e estavam a poucos dias do casamento. Thalita fazia parte de um grupo no WhatsApp com essas mulheres que teriam ficado no prejuízo. Em comunicado, a empresa disse que enfrentava um problema na produção, que afetou os atendimentos e o cronograma. As clientes, porém, afirmaram que não receberam respostas individuais e passaram a procurar informações pelas redes sociais. O silêncio levou dezenas de noivas para a porta da loja. Polícia investiga o caso Camila Rossi, dona da My Vintage Dress, em entrevista ao Fantástico Reprodução/TV Globo A Polícia Civil de São Paulo informou que abriu um inquérito para apurar o crime de estelionato pela My Vintage Dress. O Procon também convocou a empresa para prestar esclarecimentos sobre reclamações das clientes. A empresa foi notificada, mas não respondeu às tentativas de contato do órgão. Em entrevista ao Fantástico, a dona da My Vintage Dress, Camila Rossi, disse que decidiu interromper as vendas para honrar as entregas programadas depois que uma funcionária desviou dinheiro das contas do ateliê. "Isso gerou uma especulação de que a empresa estava fechando, de que a empresa estava falindo", afirmou. A proprietária do ateliê pediu desculpas às clientes e reconheceu a angústia provocada pela situação. Ela afirmou que a marca existe há 14 anos e que nunca tinha deixado de entregar nenhum vestido. "Eu entendo o desespero, a preocupação de ter um momento tão especial chegando e você não saber se pode confiar ou não. Eu acho que confiança é a base de tudo, então, eu sinto muito por tudo isso". Ao g1, Luiz Augusto afirmou que mesmo após a fraude sofrida, "a empresa continua funcionando e se dedicando para cumprir todas as entregas, priorizando os casamentos que estão mais próximos". "Qualquer dificuldade de comunicação neste momento ocorre pois, em razão da divulgação da situação pela imprensa, a quantidade de mensagens diárias tem sido insuperável. Contudo, todas as noivas serão respondidas", alegou o advogado, que disse que a produção está se normalizando. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas