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Insulinas de ação rápida, intermediária e prolongada: entenda cada uma

Insulinas de ação rápida, intermediária e prolongada: entenda cada uma Crédito: Divulgação Se todas as insulinas têm o mesmo objetivo de controlar a gli...

Insulinas de ação rápida, intermediária e prolongada: entenda cada uma
Insulinas de ação rápida, intermediária e prolongada: entenda cada uma (Foto: Reprodução)

Insulinas de ação rápida, intermediária e prolongada: entenda cada uma Crédito: Divulgação Se todas as insulinas têm o mesmo objetivo de controlar a glicemia, então por que existem três versões? A resposta está na forma como cada uma atua no organismo. As insulinas de ação rápida são usadas para controlar o aumento da glicose após as refeições, enquanto outros tipos atuam por mais tempo para manter os níveis de açúcar estáveis ao longo do dia. Ao iniciar o tratamento, também é comum surgirem dúvidas sobre onde encontrar os medicamentos em uma farmácia e como fazer a aplicação de forma correta. Quais são os tipos de insulina? As insulinas são classificadas de acordo com o tempo que levam para começar a agir, o momento em que atingem o efeito máximo (pico) e quanto tempo permanecem ativas no organismo. De forma geral, elas são divididas em três grupos principais: Insulinas de ação rápida, intermediária e prolongada: entenda cada uma Crédito: Divulgação Conhecer essas diferenças é fundamental para que o tratamento reproduza, da forma mais próxima possível, o funcionamento natural do pâncreas. Insulina de ação rápida As insulinas de ação rápida são indicadas para controlar o aumento da glicose provocado pelas refeições. Esse tipo começa a agir poucos minutos após a aplicação e, por isso, costumam ser administradas pouco antes de comer ou, em alguns casos, imediatamente após a refeição, conforme orientação médica. De acordo com Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal, essas insulinas são utilizadas em pessoas com diabetes tipo 1, porém, também podem fazer parte do tratamento do diabetes tipo 2 quando há necessidade de maior controle glicêmico. Insulina de ação intermediária A insulina de ação intermediária começa a agir entre uma e duas horas após a aplicação, apresenta um pico de ação algumas horas depois e mantém o efeito por aproximadamente 18 a 24 horas. O objetivo do medicamento é fornecer a “insulina basal”, responsável por controlar os níveis de glicose entre as refeições e durante parte da noite. Insulina de ação prolongada As insulinas de ação prolongada foram desenvolvidas para oferecer um efeito mais constante, com pouca ou nenhuma variação ao longo do dia. Eliane explica que “esse tipo de insulina mantém níveis mais estáveis no organismo e reduz a necessidade de múltiplas aplicações diárias de insulina basal, conforme a indicação do médico responsável.” Outra característica importante é que essas insulinas apresentam pouca ou nenhuma ação de pico, o que contribui para um controle glicêmico mais uniforme. Como escolher a insulina certa? Eliane diz que não existe uma única insulina indicada para todas as pessoas. A escolha leva em consideração fatores como: tipo de diabetes; idade; rotina alimentar; horários das refeições; prática de atividade física; metas de controle da glicemia; risco de hipoglicemia. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) explica que existem tratamentos que combinam uma insulina basal (intermediária ou prolongada) com insulinas de ação rápida, estratégia conhecida como esquema basal-bolus. A proposta é reproduzir o funcionamento natural do organismo ao fornecer insulina de maneira contínua e reforçar o controle da glicose durante as refeições.\ Aplicação da insulina Além da escolha do medicamento, a técnica de aplicação também influencia os resultados do tratamento. A seringa para insulina deve ser compatível com a concentração do medicamento e utilizada conforme as orientações da equipe de saúde. Da mesma forma, a agulha precisa ter comprimento adequado para garantir que a aplicação seja feita corretamente no tecido subcutâneo, favorecendo a absorção da insulina. Cada uma possui características próprias de início, pico e duração de ação. Por isso, o tratamento deve ser individualizado e definido pelo médico, considerando as necessidades de cada paciente. Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895