CAC preso por atirar contra motorista na Anhanguera pode perder arsenal de 11 armas; decisão caberá à Justiça
CAC é preso por atirar contra motorista por aplicativo na Anhanguera O Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) preso nesta quarta-feira (5) por atir...
CAC é preso por atirar contra motorista por aplicativo na Anhanguera O Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) preso nesta quarta-feira (5) por atirar contra um motorista por aplicativo, após uma briga de trânsito na Rodovia Anhanguera, pode perder as 11 armas de fogo apreendidas pela Polícia Civil durante a investigação. Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Henrique Ardito, de 46 anos, deixou de preencher o requisito da idoneidade moral exigido para manter o registro de CAC após ser indiciado e ter a prisão temporária decretada (entenda abaixo). As armas, todas com registro, foram apreendidas na casa dele durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Torque Letal. Além do arsenal, policiais recolheram munições, aparelhos eletrônicos e outros materiais que serão submetidos à perícia. Em nota, a defesa informou que já solicitou o acesso aos autos, mas que ainda não teve acesso. "Desde já, afirmo que a defesa tem total confiança na justiça e comprovará, baseada nos fatos ocorridos, a completa inocência do acusado", completou. VÍDEO mostra CAC apontando arma contra motorista por aplicativo com carros em movimento Motorista alvo de tiros na Anhanguera diz que CAC fechou carro e impediu ultrapassagem CAC é preso após atirar contra motorista por aplicativo enquanto dirigia na Anhanguera Por que CAC pode perder arsenal Polícia apreendeu 11 armas na casa de CAC que atirou contra motorista de aplicativo na Rodovia Anhanguera Polícia Civil/Divulgação De acordo com o delegado Eduardo Salge, a legislação que regula o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador exige que o interessado mantenha a chamada idoneidade moral. Segundo ele, esse requisito deixa de ser atendido quando há indiciamento pela Polícia Civil e decretação de prisão temporária ou preventiva. "O regramento jurídico determina que, se houver expedição de mandado de prisão temporária ou preventiva e indiciamento pela Polícia Civil, há essa perda de idoneidade moral. Então, como houve o indiciamento e também a expedição do mandado de prisão, houve a perda da idoneidade moral para que ele se mantenha como CAC", afirmou. A idoneidade moral é a comprovação de que a pessoa possui boa conduta e não apresenta histórico que comprometa sua confiabilidade para exercer atividades com armas de fogo. Em geral, essa condição é verificada por meio da análise de antecedentes criminais e de outros requisitos previstos na legislação. Ainda segundo o delegado, todas as armas registradas em nome do investigado foram apreendidas, mas a perda definitiva do arsenal dependerá de decisão judicial. "Houve a apreensão de todas as armas de fogo do arsenal dele. Quem dará a palavra final se as armas serão perdidas ou se ele tem condições de tê-las restituídas será o juiz da causa", disse. Suspeito é investigado por tentativa de homicídio Segundo a Polícia Civil, Gustavo Henrique Ardito, de 46 anos, é investigado por perseguir a vítima e fazer vários disparos contra o carro, que estava em movimento. O caso aconteceu na última sexta-feira (31) e ninguém ficou ferido. A vítima tinha câmeras no carro e conseguiu registrar a perseguição, as ameaças e o momento dos tiros. Segundo o depoimento, foram cinco disparos, sendo que três foram identificados imediatamente pelas polícias Civil e Científica. ▶️ Assista acima: as imagens mostram o motorista por aplicativo dentro do carro, dirigindo pela rodovia. Gustavo surge à esquerda do vídeo em um veículo preto. Em determinado momento, é possível vê-lo na janela do motorista empunhando a arma em direção à vítima. CAC é preso por suspeita de tentar matar motorista por aplicativo após briga de trânsito na Anhanguera Imagens cedidas "O problema não se dá pelo fato de ele ser CAC, e sim por descumprir as regras de trânsito, uma vez que essas regras permitem apenas que ele utilize arma de fogo dentro de sua residência e no trajeto, de forma desmuniciada, até o clube de tiro", explica o delegado Eduardo Salge. "A partir do momento que ele descumpre as regras de trânsito da casa dele até o clube de tiro, inclusive, usando a arma de fogo, com a arma pronto emprego [pronta para uso], estaria caracterizada a perda da idoneidade moral [...] a Polícia Civil entende que ele não tem mais condições de ser CAC", completa. A prisão foi realizada durante a Operação Torque Letal, que cumpriu mandados de busca e apreensão. Ainda de acordo com a polícia, os disparos colocaram em risco não apenas a vida do motorista de aplicativo, mas também a de outros usuários da Rodovia Anhanguera. A investigação apura o crime de tentativa de homicídio qualificado. A Polícia Civil informou que o material apreendido deve ajudar no esclarecimento dos fatos e na continuidade das investigações. Entenda o que é o registro CAC VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região " Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.