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Avião que caiu e matou piloto em Mogi Mirim era experimental e foi fabricado em 2004

Avião de pequeno porte cai em Mogi Mirim O avião ultraleve modelo Conquest, da fabricante Donald Stipanich, que caiu e pegou fogo na tarde desta quarta-feira ...

Avião que caiu e matou piloto em Mogi Mirim era experimental e foi fabricado em 2004
Avião que caiu e matou piloto em Mogi Mirim era experimental e foi fabricado em 2004 (Foto: Reprodução)

Avião de pequeno porte cai em Mogi Mirim O avião ultraleve modelo Conquest, da fabricante Donald Stipanich, que caiu e pegou fogo na tarde desta quarta-feira (29), em Mogi Mirim (SP), era considerado "experimental" e tinha sido fabricado em 2004. As informações constam no cadastro da aeronave na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O piloto Leonardo Bezerra Pinheiro, de 25 anos, gestor de segurança da escola de aviação Sport Pilot, morreu carbonizado no acidente. De acordo com a Anac, aviões experimentais têm vários perfis: construídos por amadores, produzidos com propósitos de exibição aérea, construídos com único propósito de quebrar recordes ou podem ser protótipos de fabricantes visando à certificação, entre outros. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp No caso do avião que caiu em Mogi Mirim, era uma aeronave de construção amadora, que é permitida a voar apenas no período diurno e não pode ser utilizada para operações comerciais, serviços aéreos ou voos de instrução. "As aeronaves experimentais de construção amadora não precisam cumprir nenhum requisito técnico de aeronavegabilidade. O construtor vai utilizar suas melhores habilidades e conhecimento para construir a aeronave e, como consequência, assumindo ele o risco pelo voo", explica a Anac. "Por isso, a Anac apenas verifica o cumprimento de requisitos administrativos como, por exemplo, o critério da maior porção construída, ou a existência de um engenheiro que se responsabilizou pela construção da aeronave. O voo nessas aeronaves, portanto, ocorre por conta e risco dos seus ocupantes", completa. Mais suscetível Leonardo Bezerra Pinheiro era gestor de segurança em escola Redes sociais Além disso, aviões experimentais necessitam do Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) para voar e podem ser pilotados por profissionais habilitados para Aeronave Aerodesportiva de Asa Fixa Terrestre (AAFT). A aeronave envolvida no acidente tinha esse certificado e podia ser operada pela Sport Pilot, segundo cadastro na Anac. A empresa comprou a aeronave em 23 de março de 2026. Por fim, o avião tinha dois assentos, sendo um para piloto e outro para passageiro, e podia carregar até 650 quilos. Segundo um treinador de pilotos ouvido pelo g1, que não quis se identificar, aviões desse tipo são mais suscetíveis às condições climáticas. Mogi Mirim registrou rajadas de vento de 60,5 km/h no momento em que o avião caiu. "É um avião mais leve, um avião mais sujeito às intempéries, um avião que tem mais restrições. Inclusive, se você ver, nesses aviões têm fixado uma placa que está escrita 'voo por conta e risco próprio'", disse. 📚 LEIA TAMBÉM Piloto de Itapira que morreu era gestor de segurança de escola de aviação Avião de pequeno porte cai, pega fogo e piloto morre em Mogi Mirim Cidade registrou rajadas de vento de 60 km/h no horário da queda de avião Ventania pode ser 'fator contribuinte' Mogi Mirim registrou rajadas de vento de 60 km/h na hora que avião caiu e matou piloto De acordo com a Defesa Civil da cidade, o pico das rajadas (de 60,5 km/h) foi registrado por volta das 16h30, horário estimado do acidente. Apesar disso, testemunhas relataram ao órgão que não havia vento no local no momento da queda. Ainda segundo a Defesa Civil, a velocidade constante dos ventos — sem considerar rajadas, apenas a velocidade da corrente de ar — começou a ganhar força por volta das 16h. O pico do vento foi registrado entre 16h30 e 17h, quando atingiu cerca de 20,6 km/h. Entre 17h e 18h30, a velocidade constante chegou a 18 km/h e as rajadas atingiram 50 km/h. Depois disso, os ventos perderam força. De acordo com um especialista ouvido pelo g1, as rajadas de vento podem ter contribuído para o acidente devido às características da aeronave. Ele ponderou que as condições meteorológicas não devem ser tratadas como causa única, mas como um elemento que pode ter contribuído para o acidente. "É o que a gente chama de fator contribuinte. Pode não ser apenas isso, mas pode ter contribuído". As condições climáticas também foram apontadas por Gerson Martinez, proprietário da escola Sport Pilot e da aeronave, como um dos fatores que podem ter contribuído para a perda de controle do avião, que decolou do Aeroclube Municipal de Mogi Mirim. Quantidade de combustível 'um pouco maior' Leonardo Bezerra Pinheiro era gestor de segurança em escola Redes sociais O dono da escola afirmou que, antes de decolar, Leonardo teria abastecido o avião com quantidade de combustível um pouco maior do que o necessário para um voo local e, em seguida, teria perdido o controle e entrado em uma atitude anormal. "Foi colocada uma quantidade de combustível um pouquinho maior do que seria para um voo local. E, segundo o cara que abasteceu, após a decolagem parece que ele perdeu o controle da aeronave, entrou em atividade anormal e veio a se acidentar", informou. O proprietário disse que não sabe por qual razão foi colocado mais combustível na aeronave, mas cogitou ser o tempo ou a chuva. "Pra ter um pouco mais de segurança caso tenha de fazer uma arremetida, ter de ir pra outro aeroporto", completou. A queda O acidente ocorreu por volta de 16h30, na Rodovia Luiz Gonzaga de Amoedo Campos, na zona rural de Mogi Mirim. Na queda, a aeronave pegou fogo e, de acordo com o Corpo de Bombeiros, o piloto morreu carbonizado. Às 17h, a corporação estava no local do acidente combatendo as chamas. A aeronave de dois lugares, modelo Conquest, tinha prefixo PU-DON. Investigação Avião de pequeno porte cai, pega fogo e piloto morre em Mogi Mirim Reprodução/EPTV Martinez afirmou que a escola funciona regularmente e que o estabelecimento irá prestar os esclarecimentos necessários e apoio à família. A delegada Emília de Oliveira Araújo, da Polícia Civil de Mogi Mirim, informou que a perícia está sendo realizada para que a vítima seja formalmente identificada. A causa do acidente será investigada. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores foram ao local para coletar dados e verificar os danos causados. A queda será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Leia na íntegra abaixo: "A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta quarta-feira (29/07), investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), com sede em São Paulo (SP), foram acionados para realizar a Ação Inicial de uma ocorrência envolvendo uma aeronave em Mogi Mirim (SP). Durante a Ação Inicial, realizada logo após o evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes. Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências". VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas