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Assista ao Terra da Gente na íntegra (Foto: Reprodução)

Assista à integra do Terra da Gente deste sábado (29) Uma das maiores extensões contínuas de Mata Atlântica está localizada no interior de São Paulo, entre a maior cidade do Brasil e a Região Metropolitana de Campinas. Mesmo cercada por áreas urbanizadas, a Serra do Japi preserva uma rica diversidade de vida selvagem. O território abrange os municípios de Jundiaí, Cabreúva, Pirapora do Bom Jesus e Cajamar, ocupando aproximadamente 350 km². 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram A Serra do Japi preserva uma rica diversidade de vida selvagem José Ferreira Filho O Terra da Gente deste sábado (29) vai até o local para conhecer um pouco mais de perto o Rastros do Japi, projeto de monitoramento da fauna que utiliza 26 armadilhas fotográficas instaladas em diferentes pontos da serra. A equipe responsável pela iniciativa busca acompanhar as imagens captadas pelos equipamentos a cada 15 dias. Entre os flagrantes já registrados estão jaguatiricas, onças-pardas, veados, iraras e gatos-do-mato, entre outros animais. Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1: CURIOSIDADE: Babosa tem flor comestível? Saiba a diferença entre a flor e a parte tóxica da planta VERMELHAS, LARANJAS E ROSAS: Guia digital gratuito revela as espécies de eritrinas que ocorrem no Brasil BELEZA AMEAÇADA: Conheça as flores pretas do Cerrado que podem desaparecer; veja fotos O projeto Rastros do Japi utiliza 26 câmeras-trap para monitorar a fauna da região José Ferreira Filho Uma das espécies consideradas estrelas da região, por não ser encontrada em qualquer ambiente, é o sapo-pingo-de-ouro (Brachycephalus rotenbergae). O nome faz referência à coloração amarelo-alaranjada, que se destaca entre as folhas no chão da floresta. A tonalidade também funciona como um alerta para possíveis predadores, indicando que o animal pode ser tóxico caso seja ingerido. Além da coloração característica, o sapinho chama atenção pelo tamanho. Ele está entre os menores vertebrados do mundo e mede apenas alguns centímetros. Para se ter uma ideia, é menor do que uma chave. Conheça o sapo-pingo-de-ouro (Brachycephalus rotenbergae) José Ferreira Filho A mata da região reúne condições ideais para a sobrevivência desse anfíbio, como a frequente ocorrência de neblina e o relevo montanhoso. Ele possui hábitos terrestres e não passa pela fase de girino. Durante toda a vida, permanece sob o folhiço e, quando chove, sai para vocalizar e atrair as fêmeas. Ao longo da evolução, a espécie perdeu a capacidade de ouvir. Ainda assim, os machos continuam a emitir sons para chamar a atenção das parceiras. A falta de audição também afeta o equilíbrio desses animais, que, principalmente após os saltos, podem cair de maneira desajeitada. O sapo-pingo-de-ouro está entre os menores vertebrados do mundo Documentário - Fascínio e Declínio dos Anfíbios da Mata Atlântica A presença desse sapinho na Serra do Japi foi ressaltada na produção do documentário Fascínio e Declínio dos Anfíbios da Mata Atlântica, que busca ir além da beleza da espécie para mostrar também os desafios enfrentados pelo sapo-pingo-de-ouro e a importância da preservação desse habitat para sua sobrevivência. Mesmo cercada por diversas cidades, a floresta funciona como um refúgio em meio à expansão das cidades, garantindo espaço e condições para que diferentes animais continuem vivendo na região. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente