Patroa suspeita de agredir doméstica grávida é investigada por cinco crimes no MA; veja quais

  • 08/05/2026
(Foto: Reprodução)
Patroa presa por agredir doméstica grávida chega algemada a São Luís A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa nessa quinta-feira (7) por suspeita de agredir uma empregada doméstica de 19 anos grávida, no Maranhão, é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria, segundo a Polícia Civil. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp A tentativa de homicídio triplamente qualificado é uma classificação usada quando a polícia entende que houve intenção de matar e que o crime foi cometido com agravantes previstos em lei. Entre elas estão motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. De acordo com Augusto Barros, delegado geral da Polícia Civil, apesar dos materiais já apresentadas, como áudios atribuídos à suspeita, o caso segue sob investigação e outros elementos incluídos no inquérito ainda devem ser analisados nos próximos dias. "A gente está trabalhando com as investigações técnicas que estão sendo realizadas dentro da investigação criminal. A investigação está em curso, apesar da gente ter muitos dados que estão postos e apresentados à sociedade, ainda há outros que dependem de confirmação e que devem acontecer nos próximos dias", disse o delegado. Nos áudios, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos descreve as agressões contra a empregada doméstica. Reprodução/TV Mirante Empresária chegou algemada em São Luís Carolina Sthela foi transferida nesta quinta-feira de Teresina, no Piauí, onde foi presa, para São Luís e ao chegar na capital maranhense, prestou depoimento por mais de uma hora na sede da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, que investiga o caso. Saiba quem é a patroa presa por agredir empregada grávida no Maranhão Em depoimento, a empresária não confirmou que os áudios divulgados com supostas confissões das agressões sejam de sua autoria. Segundo a Polícia Civil, ela pediu que o material passe por perícia. Segundo a empresária, o anel que teria motivado as agressões contra a doméstica estava avaliado em R$ 5 mil. Ela também afirmou à polícia que está grávida de três meses e enfrenta problemas de saúde, como pressão alta e infecção urinária. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a gestação. Empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos chega a São Luís Reprodução/Juvêncio Martins Patroa presa por agredir doméstica grávida já foi condenada por desviar R$ 20 mil da empresa da irmã em São Luís Após ser ouvida, Carolina deve passar por exames de corpo de delito. De acordo com a polícia, ela deve ser encaminhada ainda nesta quinta-feira para a Central de Custódia, em São Luís, onde vai permanecer presa até a audiência de custódia, prevista para esta sexta-feira (8). Empresária foi presa ao tentar fugir Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) Carolina Sthela foi presa quando tentava fugir. Ela foi localizada em um posto de gasolina em Teresina, perto da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). A defesa dela nega que ela tentasse fugir. Patroa que agrediu empregada doméstica grávida no MA é presa no PI De acordo com a Polícia Civil do Piauí, Carolina estava hospedada na casa de um familiar na capital piauiense e era monitorada. LEIA TAMBÉM: Suspeito de agredir doméstica grávida no MA a mando da patroa é PM e se entrega à polícia O delegado Yan Brayner, diretor de inteligência da Polícia Civil, também afirmou que Carolina estava abastecendo o carro com o objetivo de possivelmente fugir do Piauí. Ainda segundo o diretor de inteligência, o marido e o filho de seis anos da mulher também estavam no veículo. “Existia essa possibilidade dela ter planos para o litoral do Piauí ou para pegar um avião não comercial para Manaus, mas isso precisa ser investigado com precisão pela pela Polícia Civil do Maranhão”, completou o delegado Yan. SSP-MA diz que patroa suspeita de agredir doméstica tentava fugir quando foi presa no Piauí; ela estava em posto de gasolina Reprodução/Redes sociais A advogada Nathaly Moraes afirmou que Carolina estava no Piauí porque tem um filho de 6 anos e não tinha familiares no Maranhão com quem pudesse deixar a criança. Por isso, teria levado o menino para ficar sob os cuidados de pessoas de confiança. A Justiça do Maranhão já havia decretado a prisão preventiva da empresária. Na quarta-feira (6), equipes da polícia foram à casa de Carolina para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi encontrada. No local, havia apenas uma funcionária que, segundo a polícia, foi chamada às pressas para assumir o serviço. Acusação de roubo, agressões e áudios com confissão: o que se sabe sobre doméstica grávida agredida pela ex-patroa no MA PM suspeito de participação na agressão é preso Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de participar das agressões contra uma doméstica a mando de empresária Reprodução/Redes Sociais O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de participar das agressões, se entregou à polícia nesta quinta-feira (7). Em depoimento, o PM negou ter agredido a vítima. Segundo a Polícia Civil, ele seria o homem citado pela empregada doméstica como um dos responsáveis pelas agressões e tortura sofridas por ela, ao lado da empresária, na residência onde a vítima trabalhava. O policial afirmou que conhecia a empresária há seis anos. De acordo com o PM, em 16 de abril, um dia antes das agressões, ele contou que recebeu uma ligação do marido da empresária pedindo que levasse um documento à residência do casal para aumento do score de um cliente. Ainda de acordo com o depoimento, em 17 de abril, ele chegou à casa da empresária por volta das 8h e entregou os documentos ao casal. OAB pede prisão de patroa que agrediu doméstica grávida no MA; entidade classificou crime como tortura Reprodução/Redes sociais/TV Mirante Doméstica foi ameaçada de morte A jovem descreveu as agressões que sofreu e disse que levou puxões de cabelo, socos e murros e foi derrubada no chão. Durante os ataques, tentou proteger a barriga, pois estava grávida de cinco meses. Ainda de acordo com o depoimento, a ex-patroa a acusou de ter roubado um anel e passou horas procurando o objeto. A joia foi encontrada dentro de um cesto de roupas sujas. Mesmo após a joia ser localizada, as agressões continuaram, segundo a vítima. Ela afirmou ainda que, em determinado momento, foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse à polícia o que havia acontecido. “Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam", disse a jovem. Áudios revelam suspeita de agressão a empregada em Paço do Lumiar No depoimento, a jovem relatou ainda que um homem, identificado pela polícia como o PM Michael Bruno, participou das agressões. Segundo ela, o suspeito foi até a casa para pressioná-la com violência. A OAB classificou o caso como tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia. Procurada pelo g1, a empresária Carolina Sthela afirmou, por meio de nota, que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso é apurado (veja mais abaixo a nota na íntegra). Doméstica relata jornada extensa e acúmulo de funções A jovem afirmou que recebeu R$ 750 por pouco mais de duas semanas de trabalho na casa da empresária. Segundo a vítima, ela acumulava funções e cumpria jornada diária de quase 10 horas. Entre as atividades que deveriam ser feitas pela jovem, estavam limpar a casa, cozinhar, lavar e passar roupas, além de cuidar de uma criança de seis anos, filho da ex-patroa. O pagamento foi feito de forma fracionada, por meio de transferências em nome de terceiros. PMs que atenderam caso de patroa que agrediu doméstica são afastados; agressora disse que não foi levada à delegacia por conhecer policial Reprodução/Redes sociais De acordo com a vítima, o primeiro contato com a empresária ocorreu por meio de um aplicativo de mensagens, no início de abril. Na ocasião, foi oferecido um mês de trabalho e marcado um encontro na residência. A jovem disse que começou a trabalhar sem combinar o salário. Segundo ela, a jornada era de segunda a sábado, das 9h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo. SAIBA MAIS SOBRE O CASO: Áudios enviados por patroa em grupo de mensagens narram agressão contra doméstica grávida no MA: 'Não era pra ter saído viva' Doméstica grávida agredida por ex-patroa no MA diz que tentou proteger bebê durante ataques: ‘Não se importavam’ Suspeita de agredir doméstica grávida no MA diz em áudio que não foi levada à delegacia por conhecer policial Patroa relata agressões em áudios Áudios enviados pela empresária e obtidos pela TV Mirante registram os relatos das agressões e foram anexados ao inquérito, de acordo com a Polícia Civil. Em uma das mensagens, Carolina afirma que a vítima “não era pra ter saído viva” (ouça os áudios no vídeo acima). “Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo”, afirmou. Nos áudios, a mulher contou que teve ajuda de um homem para pressionar a empregada de forma violenta. Na manhã do dia 17 de abril, ele foi armado até a casa de Carolina. “Eu acordei era 7h30. Aí eu (disse): ‘Samara, arruma logo essa cozinha’, que eu também não sou besta, ‘que eu vou receber um amigo meu aqui em casa’. Aí ele chegou e eu disse ‘entra, amigo’. Ele (o homem) já veio com uma jumenta de uma arma, chega brilhava." LEIA TAMBÉM: Patroa que agrediu empregada grávida no MA já foi condenada por falsa acusação de roubo contra ex-babá PMs são afastados após patroa que agrediu doméstica no MA afirmar não ter sido levada à delegacia por conhecer policial PMs que atenderam ocorrência são afastados Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência foram afastados das funções. A informação foi confirmada pela Polícia Civil à TV Mirante. A medida foi tomada após a divulgação de áudios da empresária, em que ela relata as agressões e afirma que não foi levada à delegacia por conhecer um dos policiais. Segundo Carolina, o agente, que não teve o nome divulgado, teria dito que, por causa dos hematomas na vítima, ela deveria ter sido conduzida à delegacia, o que não ocorreu. “Parou uma viatura no meio da rua, eles vieram aqui de manhã. Mas veio um policial que me conhecia. Sorte minha, né? E sorte dela também. Aí eu expliquei para ele o que tinha acontecido. Aí ele disse: ‘Carol, se não fosse eu, eu teria que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas’. Aí eu disse: ‘era para ter ficado era mais, não era para ter saído viva’”, afirmou Carolina. Empresária tem mais de dez processos contra ela A polícia informou que a empresária responde a mais de dez processos. Em um deles, de 2024, foi condenada por calúnia após acusar falsamente a ex-babá de roubar uma pulseira de ouro. A pena de seis meses em regime aberto foi substituída por serviços comunitários, além de indenização de R$ 4 mil por danos morais. A ex-babá, Sandila Souza, que move outro processo contra Carolina, afirmou que começou a trabalhar na casa aos 17 anos e hoje não mora mais no Maranhão. Segundo a ex-babá, o pagamento pelo serviço era feito por contas de terceiros, nunca diretamente pela patroa. Ela também afirmou que a indenização por danos morais ainda não foi paga. “Ela olhou pelas câmeras. Foi no mesmo momento que ela me viu saindo com as minhas malas e falou que ia na delegacia, que eu tinha roubado a pulseira do filho dela. Ela ia dizer que eu tinha roubado a pulseira do filho dela. Eu falei: ‘Eu não roubei a pulseira do seu filho, mas, se você quiser ir lá, pode ir, que tem câmera em todo lugar e as câmeras nunca ficam desligadas." O que diz a empresária sobre agressão contra doméstica "Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito. Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal. Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal. Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos. Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual. Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça. Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026. Carolina Sthela Ferreira dos Anjos" . Nota da SSP sobre a prisão da empresária "A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informa que Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agressões contra uma jovem grávida no município de Paço do Lumiar, foi presa nesta quinta-feira (7), em Teresina (PI), quando tentava fugir. A prisão foi realizada pelas Polícias Civis do Piauí e do Maranhão, em ação de cooperação entre as forças de segurança dos dois estados, após trabalho de Inteligência e cumprimento de mandado expedido pela Justiça na madrugada de hoje. O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, citado nas denúncias, também foi preso, em São Luís, e responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da PMMA para apuração de sua conduta e responsabilidade no caso. As investigações seguem em andamento para completa apuração dos fatos, identificação de todos os envolvidos e adoção das medidas cabíveis". O que diz o PM sobre a suspeita de envolvimento no caso "A defesa de Michael Bruno Lopes Santos informa que acompanha com atenção as notícias divulgadas nas últimas horas e esclarece que ainda não teve acesso integral aos autos, às peças formais da investigação e aos elementos que fundamentaram a medida adotada. Michael nega a prática de qualquer agressão ou ato de violência e afirma que sua versão será apresentada tecnicamente nos autos, pelos meios próprios, após a defesa conhecer o conteúdo integral do procedimento. É importante registrar que, antes da repercussão mais recente, Michael compareceu à Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão, onde prestou declarações formais e respondeu aos questionamentos que lhe foram feitos. Neste momento, a defesa está adotando as providências cabíveis para obter acesso aos autos, verificar a legalidade dos atos praticados e assegurar o pleno exercício das garantias constitucionais, especialmente o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência. Novos esclarecimentos serão prestados, se necessário, após a análise técnica dos documentos oficiais. Assessoria Jurídica de Michael Bruno Lopes Santos".

FONTE: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/05/08/patroa-suspeita-de-agredir-domestica-gravida-e-investigada-por-cinco-crimes-no-ma-veja-quais.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 10

top1
1. Raridade

Anderson Freire

top2
2. Advogado Fiel

Bruna Karla

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Acalma o meu coração

Anderson Freire

top5
5. Ressuscita-me

Aline Barros

top6
6.

top7
7.

top8
8.

top9
9.

top10
10.


Anunciantes