ONU vota uso de força em Ormuz; China, Rússia e França se opõem

  • 03/04/2026
(Foto: Reprodução)
Países do Golfo defendem uso da força para reabertura do Estreito de Ormuz O Conselho de Segurança da ONU deve votar uma resolução do Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, disseram diplomatas nesta sexta-feira (3). No entanto, China, Rússia e França — que têm poder de veto — se opõem à autorização de qualquer uso da força, o que coloca em dúvida a aprovação do texto. Segundo o jornal The New York Times, os três países frustraram os esforços dos Estados árabes para obter aval do Conselho para uma ação militar contra o Irã, rejeitando qualquer linguagem que permita o uso da força para reabrir a rota marítima. Dois diplomatas afirmaram que a reunião dos 15 membros e a votação foram remarcadas para a manhã de sábado, em vez de sexta-feira, que é feriado na ONU. Os preços do petróleo dispararam desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no fim de fevereiro, desencadeando um conflito que já dura mais de um mês e praticamente fechou a principal rota de navegação da região. A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, ao centro, discursa durante uma cúpula virtual no Ministério das Relações Exteriores e da Commonwealth, em Londres, na quinta-feira, 2 de abril de 2026, com cerca de 35 países para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz. Leon Neal/Pool via AP Diplomatas disseram que o Bahrein, atual presidente do Conselho, finalizou um projeto de resolução que autorizaria “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial. O texto prevê a aplicação das medidas por pelo menos seis meses. Ainda assim, a proposta enfrenta forte resistência. O enviado da China à ONU, Fu Cong, afirmou que autorizar o uso da força “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força” e levaria a uma escalada com “graves consequências”. De acordo com fontes diplomáticas, uma versão anterior do texto teve o chamado “procedimento de silêncio” quebrado por China, França e Rússia — sinal claro de oposição. Esses países também já haviam pressionado para retirar trechos mais duros da proposta. O impasse ocorre após semanas de negociações a portas fechadas. Segundo o The New York Times, o ponto central da discórdia é um trecho que autoriza países a usar “todos os meios necessários” para garantir a passagem e impedir tentativas de bloqueio do estreito. Uma resolução do Conselho de Segurança precisa de ao menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Infográfico mostra Estreito de Ormuz TV Globo/Reprodução O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, afirmou que a “tentativa ilegal e injustificada” do Irã de controlar a navegação ameaça interesses globais e exige uma “resposta decisiva”. Segundo ele, o país também teria atacado estruturas civis, como aeroportos e portos. O Irã, por sua vez, indicou que pretende manter a supervisão do tráfego no Estreito de Ormuz, mesmo após o fim da guerra. O bloqueio da via — por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo — já provocou impactos significativos na economia global, elevando custos de energia, transporte e seguros. Segundo o The New York Times, a união dos países árabes contra Teerã no Conselho de Segurança representa uma deterioração profunda das relações regionais, após anos de tentativa de aproximação diplomática. Analistas avaliam que a resolução liderada pelo Bahrein tem mais peso simbólico do que prático, já que os países do Golfo têm capacidade militar limitada e dependem fortemente do apoio dos Estados Unidos. O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou a ideia de reabrir o estreito pela força. Segundo o The New York Times, ele classificou a proposta como “irrealista”, alertando para os riscos de ataques e para a presença de mísseis e forças da Guarda Revolucionária iraniana na região. Enquanto isso, os Estados Unidos afirmam que continuarão os ataques, mas ainda não apresentaram um plano claro para reabrir o estreito — o que tem alimentado novas altas nos preços do petróleo e preocupações sobre a segurança da navegação internacional.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/03/onu-vota-uso-de-forca-em-ormuz-china-russia-e-franca-se-opoem.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 10

top1
1. Raridade

Anderson Freire

top2
2. Advogado Fiel

Bruna Karla

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Acalma o meu coração

Anderson Freire

top5
5. Ressuscita-me

Aline Barros

top6
6.

top7
7.

top8
8.

top9
9.

top10
10.


Anunciantes