O que se sabe sobre investigação que envolve deputado, ex-prefeito e shows pagos com emendas no AC

  • 30/01/2026
(Foto: Reprodução)
PF faz buscas em endereços ligados ao deputado Eduardo Velloso, do União A Operação Graco, deflagrada nessta quinta-feira (29) pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), investiga desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, conhecidas como emendas Pix, usados na contratação de três shows da Exposena Rural Show 2024, em Sena Madureira, no interior do Acre. A apuração tem como alvos o deputado federal Eduardo Velloso (União), o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, e o advogado Giordano Simplício. Todos se manifestaram por meio de notas públicas e vídeos. A investigação segue em andamento. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ao g1 e à Rede Amazônica Acre, o superintendente da CGU no estado, Nilo Lima, explicou que dos R$ 4,5 milhões de emenda enviadas ao município, cerca de R$ 1,3 milhão foi usado para o pagamento dos shows. Contudo, o órgão aponta que apenas R$ 388 mil foram repassados aos artistas Fernanda Brum, Batista Lima (ex-vocalista da banda Limão com Mel) e Paraná (ex-integrante da dupla Chico Rei e Paraná) e, logo, R$ 912 mil foram desviados pelos investigados. Confira abaixo o que se sabe e o que falta esclarecer. Operação Graco cumpriu mandados no local onde Eduardo Velloso mora em Rio Branco Aline Pontes/Rede Amazônica Acre Quais recursos foram utilizados Segundo a CGU, o município de Sena Madureira recebeu R$ 4,5 milhões em emendas parlamentares, destinadas a políticas públicas ligadas à cultura. Desse total, R$ 1,3 milhão foi usado para pagar três shows artísticos realizados durante a Exposena Rural Show 2024. ⚠️Os recursos foram repassados por meio de transferências especiais (emendas Pix), indicadas pelo deputado federal Eduardo Velloso, a partir do orçamento federal. A Controladoria aponta que, dos R$ 1,3 milhão pagos, apenas R$ 388 mil chegaram efetivamente aos artistas. Com isso, a CGU estima um prejuízo de cerca de R$ 912 mil aos cofres públicos, valor que teria sido desviado no esquema investigado. Shows da Exposena 2024 em Sena Madureira Reprodução Quais foram os artistas contratados Os contratos investigados envolvem apresentações realizadas durante o evento organizado pela Prefeitura de Sena Madureira, à época sob gestão do ex-prefeito Mazinho Serafim, com apoio de instituições públicas e privadas. Os shows foram: Batista Lima, ex-vocalista da banda Limão com Mel, no dia 21 de setembro; Fernanda Brum, cantora gospel, no dia 23 de setembro; Paraná, ex-integrante da dupla Chico Rey e Paraná, no dia 25 de setembro. Investigados na Operação Graco, em Rio Branco Reprodução Quem são os investigados A PF cumpriu mandados contra três pessoas. São eles: Eduardo Velloso (União Brasil): deputado federal pelo Acre. Segundo as investigações, ele é citado por ser o autor das emendas parlamentares, na modalidade de transferências especiais (emendas Pix), que destinaram recursos federais ao município de Sena Madureira; Mazinho Serafim: ex-prefeito de Sena Madureira e era o gestor do município à época da realização da Exposena Rural Show 2024. A investigação analisa atos da administração municipal, especialmente o processo de contratação dos shows artísticos e a execução dos recursos públicos utilizados para custear os eventos; Giordano Simplício: advogado e também figura entre os investigados. Segundo a PF e a CGU, ele teria atuado de forma relacionada ao modelo de contratação da empresa responsável pelos shows. As investigações seguem em andamento, e os órgãos responsáveis ainda apuram o grau de envolvimento e eventual responsabilidade criminal e administrativa de cada um dos citados. Exposena, em Sena Madureira Arquivo/Prefeitura de Sena Madureira Irregularidades na contratação A análise técnica da CGU identificou uma série de falhas no processo de contratação, incluindo: celeridade incomum no procedimento de inexigibilidade de licitação; pagamento antecipado, feito cerca de dois meses antes da realização dos shows; e problemas na comprovação de exclusividade da empresa contratada para intermediar os artistas. Segundo o órgão, a empresa responsável, a Moon Club, não possuía exclusividade na representação dos artistas, exigência legal para esse tipo de contratação direta. "A partir disso, a CGU fez a análise do processo e identificou também um adiantamento dos pagamentos realizados para essa empresa que teve toda a despesa paga dois meses antes da realização do show na cidade de Sena Madureira, na Exposena 2024. Todas essas informações foram comunicadas à Polícia Federal que inicia uma exaustiva investigação a respeito do caso", destacou o superintendente da CGU no Acre, Nilo Lima. As apurações tiveram início em outubro de 2024, após a prisão de um promotor de eventos, flagrado ao sair de uma agência bancária em Rio Branco com R$ 600 mil em espécie dentro de uma bolsa. O caso chamou a atenção dos órgãos de controle e deu origem às análises que resultaram na investigação criminal. Operação Graco: PF e CGU realizam operação com alvo em políticos do Acre Avanço da operação As constatações da CGU foram formalizadas em nota técnica e encaminhadas à Polícia Federal ainda em 2024. A partir disso, a PF aprofundou as investigações, que culminaram no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, no Acre e no Distrito Federal, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta (29). O material apreendido ainda será analisado pelos investigadores. O que ainda falta esclarecer A Polícia Federal segue com as apurações para esclarecer as responsabilidades e confirmar se houve a prática de crimes como fraude, corrupção e desvio de recursos públicos. De acordo com a CGU, as apurações seguem para descobrir: quem se beneficiou diretamente dos R$ 912 mil apontados como prejuízo pela CGU; se os recursos foram desviados antes ou depois da contratação dos shows; qual o grau de participação de cada investigado no esquema; se haverá pedido de devolução dos valores ao erário; se novas pessoas ou contratos podem entrar na investigação após a análise do material apreendido. g1 no JAC 1: Quem é Eduardo Velloso, deputado federal alvo de operação da PF O que dizem os envolvidos Em nota, a assessoria do deputado Eduardo Velloso disse que 'a destinação da emenda seguiu rigorosamente os trâmites legais previstos na legislação vigente'. "O deputado reafirma sua convicção de que agiu dentro da legalidade e reitera seu compromisso com o uso correto dos recursos públicos", falou. O ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, destacou que não há nada de irregular e que a PF apreendeu o celular dele. "Tudo que foi gasto na Exposena, de todos os cantores, as despesas, inclusive, isso foi acordado com o Ministério Público de Sena Madureira, foi arrecadado também entre R$ 140 a R$ 160 mil para Apae [Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais]", complementou. O advogado Giordano Simplício disse que atuava em demandas pontuais no município na época e que não possui vínculo com recebimento de recursos oriundos de emendas. "Ressalto que o exercício da advocacia e da consultoria jurídica não se confunde com a execução administrativa ou financeira de políticas públicas, tampouco com a gestão ou movimentação de recursos públicos", falou. Já a boate Moon Club disse que "'todas as transações relacionadas à prestação de serviços de shows realizados por empresa de titularidade do referido empresário ocorreram de forma regular". Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/01/30/o-que-se-sabe-sobre-investigacao-que-envolve-deputado-ex-prefeito-e-shows-pagos-com-emendas-no-ac.ghtml


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