Guerra no Oriente Médio chega à 4ª semana com ofensivas em áreas nucleares e incerteza sobre fim
21/03/2026
(Foto: Reprodução) Guerra no Oriente Médio entra na quarta semana
Este sábado (21) marcou o início da quarta semana da guerra no Oriente Médio. E também uma troca de ataques nas regiões que abrigam as principais instalações nucleares do Irã e de Israel.
Os sinais são contraditórios. A guerra está ou não perto do fim? O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, avisou:
"Esta semana, a intensidade dos ataques das Forças de Israel e dos Estados Unidos será significativamente intensificada".
Horas antes, o presidente americano, Donald Trump, postou que considera encerrar a operação militar contra o Irã, porque estaria perto de atingir seus objetivos.
O Comando Central dos Estados Unidos disse ter atacado mais de 8 mil alvos no Irã desde o dia 28 de fevereiro, comprometendo seriamente a capacidade militar do país.
O Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou que o Irã disparou contra a base militar anglo-americana, na ilha Diego Garcia, no oceano Índico.
A ofensiva foi antes de o governo britânico autorizar os Estados Unidos a usarem essa base e a de Fairford contra instalações iranianas que façam ataques no Estreito de Ormuz.
Os mísseis não atingiram a base estratégica, mas mostraram que podem ir muito mais longe do que se imaginava: 4 mil quilômetros de distância — o suficiente para chegar a Londres, por exemplo.
O Irã continuou a ofensiva contra países do Golfo. No Iraque, um militar foi morto perto do centro da inteligência iraquiana. Um prédio diplomático americano também foi atingido. Só a Arábia Saudita abateu pelo menos 47 drones iranianos
Contra o centro de Israel, o Irã teria lançado mísseis com ogivas de fragmentação. Eles são mais difíceis de serem interceptados e têm alto poder de destruição — podem levar dezenas ou até centenas de mini-bombas.
Entre os mais de 10 locais atingidos, um jardim de infância. "Não posso nem imaginar o que teria acontecido, se fosse dia de escola", disse o prefeito da cidade.
Autoridades de Israel investigam como um míssil iraniano ultrapassou as defesas aéreas e atingiu Dimona, no sul do país. A cidade abriga a usina nuclear do país. Ao menos 47 pessoas ficaram feridas.
O Irã afirmou que a ofensiva foi uma resposta ao bombardeio, mais cedo, contra o complexo de enriquecimento de urânio de Natanz. Não houve relatos de contaminação. Natanz foi uma das usinas iranianas atacadas pelos Estados Unidos em junho do ano passado.
A Agência Internacional de Energia Atômica investiga o caso. Para evitar qualquer risco de vazamento radioativo, o chefe do órgão de vigilância nuclear das Nações Unidas reforçou o apelo por contenção militar
Outra preocupação global é com o petróleo. Para tentar conter a disparada dos preços, nesta sexta-feira (20) o governo Trump suspendeu por 30 dias as sanções à compra de petróleo iraniano.
Ironicamente, era a principal exigência do regime dos aiatolás, antes da guerra, durante as negociações nucleares com os Estados Unidos.
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Jornal Nacional
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