Festival em Ceilândia une música, sustentabilidade e impacto social; meta é reduzir 80% do lixo gerado
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Distrito Sonoro: Festival em Ceilândia une música, sustentabilidade e impacto social
O Distrito Federal recebe neste sábado (31) a primeira edição do Festival Distrito Sonoro – um evento cultural que integra música, sustentabilidade, impacto social e formação artística.
A programação gratuita vai das 17h às 2h, no "Beco do Porco", na QNN 2, com expectativa de receber um público rotativo de até 2 mil pessoas.
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Criado para fortalecer e dar visibilidade à cena musical do DF, especialmente a DJs e produtores locais, o festival vai além dos palcos.
A iniciativa articula shows, painéis de debate, simpósio cultural, feira criativa, ações de bem-estar e práticas sustentáveis, promovendo o diálogo entre artistas, agentes culturais e o público.
Entre os destaques estão os painéis Vozes da Cena, que discutem empreendedorismo cultural, economia criativa e políticas públicas para a música, e o DSX Talks, em formato de apresentação solo. À noite, o palco principal recebe apresentações musicais.
Idealizador do Distrito Sonoro, Gui Dantas, durante o coquetel de lançamento do festival
Ingrid Dias/g1
Protagonismo periférico
Em entrevista ao g1, o DJ e produtor cultural Gui Dantas, idealizador do festival, explicou a motivação por trás do projeto.
“O Distrito Sonoro nasce da necessidade urgente de articulação da cena de DJs e produtores do DF, especialmente diante da precarização do trabalho cultural no pós-pandemia”, afirma.
Sobre a escolha por Ceilândia, Gui enfatiza que é o maior território cultural do DF, com enorme potência criativa, mas historicamente pouco contemplado por políticas de lazer e grandes eventos estruturantes.
🔎Ceilândia é a mais populosa região administrativa do DF e tem 53 anos.
O fundador destaca que, mais do que um evento pontual, a proposta é estruturar uma rede contínua de oportunidades, circulação artística, formação profissional e diálogo com políticas públicas.
O festival surge como resposta concreta a essa lacuna.
“Muitos artistas não conseguem acessar editais, políticas de fomento ou estruturar projetos de forma sustentável. Falta formação continuada e políticas que enxerguem a música periférica como vetor econômico e cultural”. afirma o dj e produtor
Sustentabilidade como método
Ecocopos distribuídos durante o coquetel de lançamento
Ingrid Dias/g1
Um dos pilares centrais do festival é a sustentabilidade ambiental. A meta é reduzir em até 80% o impacto ambiental gerado pelo evento.
Para isso, serão implementadas logística reversa, recolhimento de materiais recicláveis, parceria com cooperativas de reciclagem e a ação “Troque e Ganhe”, que oferece brindes como ecocopos e ecobags em troca de resíduos recicláveis.
“O principal desafio está na logística e no custo de práticas sustentáveis em eventos independentes, especialmente na periferia”, reconhece o produtor. “O Distrito Sonoro enfrenta isso com planejamento. Sustentabilidade aqui não é discurso, é método”.
A entrada no festival será gratuita, mas com doação de alimentos não perecíveis que serão destinados a instituições sociais como a Mesa Brasil e organizações comunitárias do DF.
O festival também pretende estimular a economia criativa local.
“Ativamos diretamente a economia ao contratar artistas, técnicos e mediadores locais, além de abrir espaço para pequenos empreendedores na feira criativa”, explica Gui Dantas. “Promovemos parcerias com comércios da região, ampliando o impacto econômico para além do evento”.
🔎 O projeto é uma parceria do Coletivo Distrito Sonoro com o apoio do Instituto No Setor e Fomento da Secretaria de Cultura e Economia do Distrito Federal.
Festival Distrito Sonoro
📅 Data: 31 de janeiro de 2026
⏰ Horário: 17h às 2h
📍 Local: Beco do Porco - Ceilândia, ao lado do Porks Ceilândia, na QNN 2.
🎟 Entrada: Mediante doação de 1kg de alimento não perecível.
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