Entenda o que falta e o tempo estimado para gêmeas unidas pela cabeça serem totalmente separadas em Ribeirão Preto

  • 04/03/2026
(Foto: Reprodução)
Médico explica o que falta para gêmeas unidas pela cabeça serem totalmente separadas As gêmeas Heloísa e Helena, de 2 anos e que nasceram unidas pela cabeça, têm quadro de saúde estável e se recuperam bem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP). No último sábado (28), elas foram submetidas à terceira cirurgia de separação, que durou cerca de sete horas. A atualização do estado de saúde das meninas foi divulgada em uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (4) pelos médicos que cuidam delas. Os profissionais também deram detalhes do último procedimento e explicaram os próximos passos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A cirurgia realizada no sábado contou com mais de 50 profissionais da saúde e de apoio. Segundo os médicos, com isso, foi possível alcançar os 75% da separação do cérebro e dos vasos sanguíneos. "O que a gente fez foi seguir nosso planejamento. A gente sabe que a cirurgia dividida em etapas é o que traz melhores resultados e diminui as chances de complicações. A gente conseguiu evoluir bastante na separação. A gente já tinha separado dos dois lados, agora a gente foi para um outro ângulo, com separação de alguns vasos sanguíneos importantes que elas compartilhavam e mais uma parte de cérebro também", disse o neurocirurgião pediátrico Marcelo Volpon. As gêmeas Heloísa e Helena, de 2 anos e que nasceram unidas pela cabeça Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM Gêmeas que nasceram unidas pela cabeça passam por terceira cirurgia de separação Como é cirurgia que tornou Ribeirão referência em separação de siameses unidos pela cabeça Pai de gêmeas unidas pela cabeça diz que está ansioso por separação completa: 'Elas precisam poder ver uma a outra' O que falta para separação completa As gêmeas siamesas ainda devem passar por mais duas cirurgias até serem completamente separadas. Tudo deve ocorrer ainda neste ano. Jayme Farina Junior, coordenador e cirurgião plástico, explicou que o quarto procedimento está previsto para 21 de março. Nessa próxima etapa, o objetivo é implantar expansores para esticar a pele das meninas, já como preparação para a separação final, programada para acontecer no final de junho deste ano. "A ideia é colocar expansores de pele, porque, na verdade, não há pele suficiente para o fechamento dos crânios. Essa expansão é progressiva até o final de junho, quando estamos planejando fazer a separação total dos corpos", afirmou. Gêmeas Heloisa e Helena estão acordadas após terceira cirurgia de separação de crânios em Ribeirão Preto, SP Divulgação/HCFMRP Jayme Farina também destacou como esses expansores atuam para estender a pele. "São bolsas de silicone que colocamos vazias, com uma válvula embaixo da pele. Semanalmente, a gente injeta soro fisiológico nessas válvulas, e elas vão enchendo com esse líquido. Isso vai permitindo a expansão [da pele], fazendo uma analogia com o abdômen de uma gestante, que vai aumentando. É semelhante." Com a separação total, Marcelo Volpon ressalta que as gêmeas passarão por um processo de adaptação, mas disse acreditar que elas poderão ter uma vida praticamente normal. "É O que a gente espera [vida normal]. Obviamente que elas podem ter algumas restrições, principalmente no começo, que elas vão ter que aprender a viver de uma maneira completamente diferente, inclusive fisicamente. Mas, sim, tenha um sucesso na separação e que elas consigam, com trabalho de reabilitação muito bem feito, andar, ter vida social, ir à escola e assim por diante." Após 7 horas, termina terceira cirurgia de separação de gêmeas unidas pela cabeça em Ribei Como foram as cirurgias anteriores O primeiro dos cinco procedimentos foi realizado em agosto do ano passado. A gêmeas passam por exames desde 2024, quando o planejamento das cirurgias começou. Já a segunda cirurgia das meninas aconteceu em novembro de 2025 e durou cerca de dez horas. Elas tiveram alta após 19 dias. Pai das gêmeas, Amarildo Batista da Silva acompanha as filhas desde a primeira cirurgia e disse que não vê a hora de as meninas poderem ver uma a outra e brincarem juntas. "Não vejo a hora. É sempre com aquele medo [da próxima cirurgia], mas medo faz parte da vida. Elas precisam muito dessa separação para poder ver o rostinho uma da outra, poder brincar". Amarildo Batista da Silva acompanhou as filhas gêmeas siamesas na segunda cirurgia de separação de crânio, em Ribeirão Preto, SP Divulgação/HC Ribeirão Preto Outras separações de siamesas O caso de Heloísa e Helena, que são de São José dos Campos (SP), é o terceiro conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que se tornou referência nacional em cirurgias de separação de gêmeos siameses. O primeiro procedimento foi registrado em 2018, após dois anos de acompanhamento e análise. Na ocasião, os médicos conseguiram separar as irmãs Maria Ysabelle e Maria Ysadora, do Ceará. Já o segundo caso envolveu as gêmeas Alana e Mariah, que nasceram em Ribeirão Preto, mas vivem com a família em Piquerobi (SP). A separação definitiva ocorreu em agosto de 2023, após um procedimento que durou 25 horas. Veja abaixo a explicação das etapas da cirurgia de separação: Gêmeas siamesas: médico explica etapas de separação no HC de Ribeirão Preto Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/03/04/entenda-o-que-falta-e-o-tempo-estimado-para-gemeas-unidas-pela-cabeca-serem-totalmente-separadas-em-ribeirao-preto.ghtml


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