Empresário transforma trabalho em coleção de carros antigos na Grande SP

  • 18/01/2026
(Foto: Reprodução)
ID DO VÍDEO: 14198245 🚘 Um empresário de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, conseguiu transformar parte do trabalho em uma paixão. Carlos Alberto dos Santos atua no setor de importações e tem uma coleção de mais de 20 carros e caminhões antigos. Alguns modelos vieram dos Estados Unidos e outros foram garimpados pelo Brasil. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp A garagem do colecionador é um verdadeiro túnel do tempo sobre rodas. Ele conta que sempre foi um grande amante do mundo dos carros, mas a vontade de colecionar nasceu de forma inesperada há 14 anos, em 2011. "Sempre gostei de carros. Em uma viagem para os Estados Unidos, encontrei meu primeiro Cadillac, de 1961, e não pensei duas vezes para trazer para o Brasil. Logo depois, consegui também um modelo de 1959 e um de 1960, tudo no mesmo ano", contou Carlos. Cadillac 1951 Fletwood, Chevelle Malibu 1969 e Cadilac Deville 1960 fazem parte da coleção de Carlos Alberto g1 / Cauê Adamuz O empresário relembra que, no começo, os carros importados ainda eram novidade no país. Mas desde o início participa ativamente de eventos em cidades por todo o Brasil. “Participei do meu primeiro evento nem um mês depois do primeiro carro chegar aqui no Brasil. O meu carro não estava nem emplacado e, quando estávamos passando pela avenida, a polícia rodoviária questionou. Paramos, e mostrei para o comandante os documentos de importação. Ele falou que estava tudo bem, mas que queria mesmo era tirar uma foto de Cadillac.” A paixão cresceu ao ver o sorriso das pessoas vendo os carros passar, e depois disso não ficou apenas em Mogi das Cruzes. “Já estive em eventos em Guararema, Salesópolis, Biritiba-Mirim, Águas de São Pedro, Santos, Novo Hamburgo, São Sebastião e muito mais” apontou. O interesse pelos veículos clássicos aumentou à medida que Carlos conhecia modelos diferentes em suas viagens de trabalho. Alguns veículos da coleção já estão próximos de completar 90 anos. “Na coleção tenho alguns modelos de muito tempo atrás. O mais antigo é o Cadillac 1937 LaSalle, mas tenho modelos de 1951 e 1966. Também tenho um Impala de 1960. Já tive um 1959, mas vendi e me arrependo até hoje, não acha mais esse tipo de carro.” Cadillac 1937 La Salle é o carro mais antigo da coleção de Carlos Alberto g1 / Cauê Adamuz 🚒 O amor não se limita aos carros de luxo. Carlos Alberto também conta com diversos caminhões e ônibus estacionados na garagem. Ao todo, são três caminhões de bombeiro, sete ônibus e um caminhão tradicional. O projeto mais recente é o caminhão Peterbilt 359 de 1981, um clássico americano conhecido pelo design "long nose", ou nariz comprido. O empresário conta que está com ele desde 2019 e agora falta pouco para finalizar. “O Peterbilt veio e desmontei e remontei ele todo para fazer todos os ajustes e consertos necessários. Me arrependo um pouco, mas estou correndo atrás. Agora estou mandando ele para um colega para finalizar e dar os toques finais, com acessórios, portas e tapeçaria.” Caminhão Peterbilt está na garagem de Carlos desde 2019 g1 / Cauê Adamuz Durante toda essa história, o colecionador realizou muitos sonhos, inclusive de outras pessoas. “Nesses 14 anos, já trouxe mais de 400 carros para meus clientes. Para mim, até perco a conta, mas foi mais de 35… Mas hoje já vendi uns 10.” Carlos destaca que a paixão pelos veículos antigos vai além da coleção particular. “Faço parte do clube de carros antigos de Mogi das Cruzes e gosto de falar que levo a nossa cidade para todos os lugares.” Coleção de Carlos Alberto dos Santos tem mais de 10 anos g1 / Cauê Adamuz 📺 Direto para as telonas A coleção de Carlos não parou apenas em exposições pelas cidades do Brasil. Os carros e caminhões já estiveram nas casas dos brasileiros de uma maneira diferente: pelas telas. “Alguns desses carros são estrelas, já fizeram muitos comerciais e filmes por aí. Tenho um ônibus que participou de um filme chamado ‘Só se for por amor’ e outro que fez o documentário sobre a história do Maguila, e gravaram aqui em Jundiapeba.” Ônibus da coleção de Carlos participou do primeiro episório da série biográfica "Maguila - Prefiro Ficar Louco a Morrer de Fome", do Globoplay Reprodução / Globoplay Além das telonas, o empresário conta que já cedeu os veículos para diversas marcas. “Comerciais já tiveram um monte. O lançamento da Amarok 2018 e do Kwid aqui no Brasil, por exemplo. Fizemos até um comercial com a Anitta.” 📰 Apesar de estar presente em diversos lugares, Carlos Alberto conta que uma das experiências mais marcantes foi ceder um ônibus para o jornal especial de 40 anos do SP1 da TV Globo. “Foi uma honra ver o meu ônibus andando em São Paulo, no meio da avenida Paulista, na TV. E ainda com os Demônios da Garoa tocando no fundo. No dia não pude dirigir, mas meu colega Edgar conduziu no meu lugar.” Ônibus de Carlos foi cenário do jornal especial de 40 anos do SP1 Reprodução / TV Globo A preparação para o jornal especial começou muito antes. O empresário conta que preparou todo o modelo para ficar semelhante aos utilizados na Companhia Municipal de Transportes Coletivos de São Paulo (CMTC), empresa que fazia a gestão dos ônibus em São Paulo na época em que o jornal começou a ser exibido. “Pintei o ônibus inteiro da cor antiga, marquei os símbolos e coloquei o logo da CMTC, que é a antiga companhia da capital. Uma empresa de ônibus que praticamente construiu São Paulo. Aí a produção da TV Globo veio, marcou onde ficariam as câmeras no ônibus e o resultado foi incrível.” Ele conta que, para conseguir o ônibus, não foi nada fácil. “Esse em específico eu achei em Brasília no início da pandemia. Aí eu falei ‘não, não pode ser’. De madrugada mandei mensagem, o cara me retornou às 8h da manhã. Era um negócio muito fora do padrão, estava inteiro demais.” Mas para Carlos trazer o ônibus para Mogi das Cruzes, o desafio foi outro: o lockdown. “Quando cheguei no aeroporto de Brasília, a pandemia tinha praticamente explodido, o aeroporto estava vazio. Conseguimos pegar o ônibus, mas os postos de gasolina estavam fechados, então eu e meu primo, que estava comigo, ficamos com medo de não passar de Brasília mesmo. Mas vim de pouco a pouco e chegamos sãos e salvos.” Carlos Alberto precisou alterar o logo da CMTC após decisão da Prefeitura de São Paulo, mas atualmente está autorizado a usar o símbolo original g1 / Cauê Adamuz Assista a mais notícias

FONTE: https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2026/01/18/empresario-transforma-trabalho-em-colecao-de-carros-antigos-na-grande-sp.ghtml


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