'Dá pra traçar um mapa do RS com as músicas da Fresno', diz Lucas Silveira antes de show gratuito em Porto Alegre

  • 16/05/2026
(Foto: Reprodução)
Guerra (E), Lucas (C) e Vavo (D) lançam o 11º álbum da carreira da Fresno Camila Cornelsen/Divulgação [...] faz frio em Porto Alegre toda noite! 🎶 A Capital gaúcha aparece em álbuns, em letras e na própria história da Fresno. Neste sábado (16), a banda volta à cidade onde nasceu para um show gratuito no Parque da Redenção, o mesmo que dá nome a um dos discos do grupo e onde o vocalista, anos antes de qualquer palco, distribuía flyers xerocados anunciando apresentações. Com mais de 20 anos de carreira e um novo álbum, o "Carta de Adeus", Lucas Silveira falou ao g1 sobre as marcas do Rio Grande do Sul na música da banda, a origem no 4º Distrito e o que, na visão dele, separa uma obra humana de qualquer coisa gerada por inteligência artificial. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🔍 A apresentação gratuita em Porto Alegre integra a programação da Semana S, realizada pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, com entrada gratuita, às 20h. Para Silveira, a relação com Porto Alegre não é somente nostálgica, mas constitutiva. "Muito do que a gente faz diz respeito a Porto Alegre. O nome da cidade aparece em músicas nossas. O nome do Parque da Redenção, onde a gente vai tocar, é o nome de um álbum inteiro", disse o músico. "A gente faz questão de que o nosso nome sempre carregue um pouco de Porto Alegre." Mas a geografia da banda se estende para além da capital. Silveira afirma que é possível "traçar quase um mapa do Rio Grande do Sul" com os lugares citados nas músicas. Mostardas e o Pinhal, municípios do Litoral gaúcho onde tem raízes familiares, aparecem na faixa O Resto é Nada Mais, do disco Infinitos (2012). "Tem uma letra que diz: 'Eu tentei pintar na minha cara um sorriso igual àquele que eu sei que está lá, num grão de areia entre as Mostardas e o Pinhal'", recitou. "É um lugar que não tem nada, mas é impossível que uma pessoa com alguma sensibilidade vá lá e não sinta alguma coisa diferente. Fora do verão é muito ermo, muito solitário, ao mesmo tempo de uma beleza insana. Eu vou lá visitar minha família quase todo ano e é natural que venham momentos de reflexão e de uma solitude completa." A origem da banda tem endereço preciso: um quartinho nos fundos de uma casa na esquina das ruas Arabutã e França, na fronteira entre os bairros Navegantes e São Geraldo, no 4º Distrito. A casa foi demolida, mas Silveira ainda procura aquelas ruas quando está em Porto Alegre. "O começo foi ali. Boa parte dos três primeiros discos foi composta naquele quarto, onde eu e meu irmão ficávamos o tempo inteiro. Eu sempre dou um jeito de andar por aquelas ruas quando estou na capital, justamente para dar essa recetada na mente." A cena que criou a banda não era a dos grandes shows no Gigantinho ou no Opinião, era a do Garagem Hermética e do Bar do João, na Avenida Osvaldo Aranha. "O primeiro show da banda foi no Garagem Hermético. A gente conserva muitas coisas dessa época: desse jeito de pensar a música, a criação, a gestão de uma carreira. Ainda vivemos muito sobre essa ética", afirmou. Silveira também aponta um traço que diferenciou aquela geração: "A gente faz parte da primeira geração de bandas que percebeu que a internet era uma ferramenta muito poderosa para divulgar o som. Isso fez toda a diferença no começo." O retorno ao Parque da Redenção, neste sábado, fecha um ciclo que começou nas calçadas do mesmo parque. "De certa forma, uma versão minha de 18 anos está ali entregando flyer de show. E tem essa banda mais antiga fazendo um show na Redenção. Esse show tem a dimensão do lapso temporal, de unir a Fresno do início com a Fresno de agora." Fresno: 'Um compositor consegue fazer música sobre qualquer coisa que conhece e entende' Novo disco e a inteligência artificial Com o novo disco, a banda trouxe para o centro do debate uma questão que, segundo Silveira, vai além da Fresno: o que se perde quando a criação musical é delegada a algoritmos. "Eu poderia, no meu quarto agora, botar cinco prompts e sairia uma música que parece uma música da Fresno, para quem ouve de forma desatenta. Mas aquela voz não seria a minha, a bateria não seria do Guerra. Aquela coisa que está sendo falada não foi vivida, ela não existe", disse. Para o vocalista, o que sustenta a conexão entre a banda e os fãs é justamente o acúmulo de experiências reais por trás de cada música. "A mente que escreveu aquelas músicas não viveu as coisas que eu vivi, não viu o que eu vi, não aprendeu o que eu aprendi e não cometeu os erros que eu cometi. É uma coisa vazia." Ele admite que, para determinados usos, a música gerada por IA "até serve". Mas traça uma linha clara: "A gente não faz música para preencher um tempo ou sonorizar alguma outra coisa. A gente faz música para se expressar de forma profunda e buscar a identificação das pessoas. O fã se sente amigo da gente porque só de ouvir a música ele consegue me conhecer de uma maneira que às vezes uma pessoa da minha família não me conhece. Isso é o que é mais bonito." VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/16/da-pra-tracar-um-mapa-do-rs-com-as-musicas-da-fresno-diz-lucas-silveira-antes-de-show-gratuito-em-porto-alegre.ghtml


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