Colômbia vai às urnas na eleição mais violenta em décadas

  • 30/05/2026
Colômbia tem eleição marcada por onda de violência A Colômbia vai às urnas amanhã para o primeiro turno da eleição presidencial. Foi uma campanha marcada por atentados e enfrentamentos entre grupos guerrilheiros. Cerca de 41 milhões de eleitores deverão comparecer às urnas. O país não permite a reeleição consecutiva. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As pesquisas apontam três candidatos como favoritos para suceder Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda eleito na Colômbia. A disputa é liderada pelo senador Iván Cepeda, do partido de esquerda e centro-esquerda Pacto Histórico, o mesmo de Petro. Cepeda fez campanha em tom de continuidade, mas ao mesmo tempo defendendo ajustes no caminho progressista iniciado pelo atual presidente, de quem é aliado. O segundo colocado, Abelardo de la Espriella, é advogado e empresário. Candidato pelo partido de viés nacionalista "Defensores de la Patria", Abelardo priorizou em sua campanha o combate à corrupção, a defesa da segurança e a livre iniciativa econômica. Em terceiro lugar está a senadora de direita Paloma Valencia, do partido Centro Democrático. Com um perfil considerado mais moderado, durante a campanha Paloma criticou o socialismo durante a campanha e defendeu a expansão das Forças Armadas para retomar a soberania do Estado em territórios dominados por facções criminosas. Ela é colega de partido de Miguel Uribe, pré-candidato à presidência que morreu no ano passado após sofrer um atentado em um comício. As eleições deste ano na Colôombia ocorrem no período de maior violência registrado nas últimas décadas. Em abril, homens armados botaram fogo em vários carros em uma rodovia localizada em uma área de produção de drogas. Dias antes, na mesma região, uma explosão matou pelo menos 20 pessoas em outra estrada. Na última quinta-feira, duas facções dissidentes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) se enfrentaram na região amazônica. O confronto deixou 52 mortos. Embora governo e FARC tenham anunciado um acordo de desarmamento em 2016, dez anos depois, as guerrilhas ainda se recusam a entregar as armas. O governo de Petro sofreu pressões dos Estados Unidos. Mas depois de uma série de ameaças, Donald Trump recebeu Gustavo Petro na Casa Branca em fevereiro, onde anunciaram uma colaboração para combater o narcotráfico. Caso nenhum candidato supere 50% dos votos neste domingo, a eleição será decidida em um segundo turno, agendado para o dia 21 de junho. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/05/30/colombia-vai-as-urnas-na-eleicao-mais-violenta-em-decadas.ghtml


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