Carimbó, samba, rap e brega: com 18 shows gratuitos, Aposta Psica reúne nova geração da música da Amazônia

  • 04/03/2026
(Foto: Reprodução)
Dj Meury Divulgação Belém recebe de quinta-feira (5) a sábado (7), no Palafita, na Cidade Velha, três noites dedicadas a apresentar novos sons da Amazônia brasileira. O Aposta Psica, projeto de descoberta de talentos do Festival Psica, reúne 18 artistas e bandas selecionados em edital para showcases que funcionam como vitrine da nova cena musical da região. O resultado é um panorama da diversidade sonora produzida hoje na Amazônia, com artistas que transitam por carimbó, rap, reggae, indie rock, brega, tecnomelody, afrobeat, pop queer e rock alternativo. Programação também traz nomes consegrados como DJ Meury, DJ Dinho Tupinambá e Crocodilo. A edição reúne artistas do Pará, Amapá, Maranhão e Amazonas e mantém a proposta de diversidade do edital: metade das vagas é ocupada por mulheres e metade por artistas negros, além da presença de pessoas indígenas, artistas trans e representantes de diferentes territórios amazônicos. Os shows acontecem durante o Motins, encontro que reúne profissionais da indústria da música de todo o país. No palco, artistas apresentam sets curtos para um público formado por curadores, programadores de festivais e agentes do mercado. “O Aposta é um palco muito importante para os novos artistas porque é uma oportunidade de mostrar o trabalho para um público especializado, para pessoas que programam festivais em vários cantos do Brasil”, afirma Gerson Dias, diretor do Festival Psica. Segundo ele, a iniciativa também tem impacto direto na programação do próprio festival. “Muitos artistas que passam pelo Aposta acabam indo para o palco do Psica depois. Esse palco tem essa importância porque gera uma visibilidade muito grande”, completa Jeft Dias, também diretor do evento. DJ Dinho no Super Pop: cultura da aparelhagem é tema de festival inédito em Belém Tuyuka Lara/Psica 2022 5 de março: carimbó ancestral, pop queer e beat brega A primeira noite começa com Mestra Jesus e Grupo Terruada, guardiã do carimbó marajoara em Joanes, no arquipélago do Marajó. No palco, a artista leva composições que dialogam com religiosidade, cultura popular e memória da região. Na sequência aparece MOiSEE, artista de Ananindeua que mistura tecnomelody, brega e referências de K-pop em um pop queer de estética amazônica. O grupo Verene apresenta um indie rock alternativo com formação majoritariamente negra e discurso urbano contemporâneo. A noite também traz AfroTonni, MC e produtora de Ananindeua que ganhou destaque em batalhas de rima e constrói uma sonoridade que cruza rap, grime e R&B com estética afro-amazônica. Direto de Manaus, Luli Braga apresenta um trabalho que mistura música, poesia e artes cênicas, dialogando com a MPB contemporânea. Encerrando a sequência de shows, Walder Wolf, de Cametá, apresenta o chamado “beat brega”, proposta que mistura ritmos paraenses, pop e estética audiovisual. A noite termina com set da DJ Meury. 6 de março: do lírico ao brega amazônico O segundo dia abre com Mila Costa, cantora de Ananindeua que une formação lírica a referências da música popular brasileira, costurando samba, carimbó, brega e jazz em composições autorais. De Macapá, a artista Margot Inajosa leva ao palco um pop autoral que articula identidade amazônica e vivências trans. A banda Os Renascentistas, de Barcarena, apresenta um rock alternativo independente que mistura vulnerabilidade emocional, crítica social e energia coletiva. Do arquipélago do Marajó, a rapper Bruna BG, de Breves, traz letras que falam de periferia, ancestralidade e território. Já Jorginho Gomez — O Boto do Pará representa o universo do brega e do arrocha amazônico, com repertório inspirado no romantismo popular e nas narrativas do imaginário regional. Fechando os showcases da noite, Bruno Benitez, de Belém, apresenta uma pesquisa sonora que conecta carimbó, cumbia, salsa e tecnobrega, criando uma identidade latino-amazônica. O encerramento fica por conta dos DJs Dinho e Gordo, do Crocodilo. 7 de março: carimbó feminino, reggae e rap amazônico A terceira noite começa com Tamboiara Amazônia, coletivo feminino que propõe uma releitura do carimbó tradicional colocando mulheres no centro da percussão e da regência. O rapper André Negro, de Marabá, sobe ao palco trazendo mais de uma década de atuação no hip-hop do sudeste paraense. A banda Miriti, de Belém, mistura punk rock com brega, carimbó e tecnobrega, criando uma sonoridade híbrida que dialoga com diferentes cenas da cidade. A cantora e produtora Matemba apresenta um trabalho que conecta afrobeat, funk e ritmos afro-diaspóricos, refletindo negritude e espiritualidade. Direto de São Luís, Levi James representa a tradição do reggae maranhense, cultura marcada pelas radiolas e pela forte presença do gênero no estado. Também do Maranhão, Pantera Black encerra os showcases com um rap que conecta hip-hop, ancestralidade e ativismo negro. O encerramento da noite fica por conta do DJ Dinho Tupinambá. Programação 5 de março Mestra Jesus e Grupo Terruada MOiSEE Verene AfroTonni Luli Braga Walder Wolf Encerramento: DJ Meury 6 de março Mila Costa Margot Inajosa Os Renascentistas Bruna BG Jorginho Gomez – O Boto do Pará Bruno Benitez Encerramento: DJs Dinho e Gordo 7 de março Tamboiara Amazônia André Negro Miriti Matemba Levi James Pantera Black Encerramento: DJ Dinho Tupinambá Local: Palafita — Rua Siqueira Mendes, 264, Cidade Velha, Belém Entrada franca Abertura da casa: 19h. VÍDEOS com as principais notícias do Pará

FONTE: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/03/04/carimbo-samba-rap-e-brega-com-18-shows-gratuitos-aposta-psica-reune-nova-geracao-da-musica-da-amazonia.ghtml


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