Após morte de PM em SP, tenente-coronel pediu à polícia para voltar ao apartamento para tomar banho

  • 24/02/2026
(Foto: Reprodução)
Uma soldado da PM morre com um tiro na cabeça e o caso é investigado como morte suspeita O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da policial militar Gisele Santana, achada morta com um tiro na cabeça, pediu aos policiais que atendiam a ocorrência para voltar ao apartamento onde viviam, que fica no Brás, região central de São Paulo, para tomar banho. Segundo os policiais, o pedido foi negado em um primeiro momento, mas acabou sendo autorizado depois. O caso foi registrado inicialmente como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita após familiares relatarem histórico de ameaças, controle e violência psicológica no relacionamento. Gisele, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça dentro do imóvel onde morava com o companheiro. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. De acordo com o relato do marido à polícia, o casal discutiu após ele comunicar que queria se separar. Ele afirmou que foi tomar banho e ouviu um disparo. Ao sair do banheiro, disse ter encontrado a esposa caída, com a arma dele na mão, e acionou o resgate. Além de chamar o resgate, o oficial disse ter comunicado à polícia e depois telefonado para um amigo, um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. LEIA TAMBÉM: 'Pai, vem me buscar': PM achada morta com tiro na cabeça pediu ajuda a familiares dias antes de morrer Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele, estava em casa quando disse que escutou o tiro Reprodução/TV Globo Parentes afirmam que Gisele vinha manifestando intenção de se separar e chegou a pedir ajuda ao pai dias antes da morte. A família contesta a versão apresentada e defende que o caso seja investigado como feminicídio. Eles também dizem que a policial mudou de comportamento depois do casamento, em 2024. Segundo eles, Gisele teria se afastado da família e passado a viver sob restrições impostas pelo marido, como proibições relacionadas a roupas, uso de maquiagem e contato com outras pessoas. "Ela era uma menina bem cuidada, bem tratada, era uma menina feliz. Só que depois que ela ficou com ele, a alegria dela a gente viu que se apagou", relatou uma tia de Gisele. A investigação é conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que aguarda resultados de perícias, incluindo a análise da trajetória do disparo, para esclarecer as circunstâncias da morte. A defesa do tenente-coronel não foi encontrada para se manifestar sobre o assunto. LEIA TAMBÉM: PM achada com tiro na cabeça em SP avisou que pediria divórcio de tenente-coronel 5 dias antes Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

FONTE: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/02/24/apos-morte-de-pm-em-sp-tenente-coronel-pediu-a-policia-para-voltar-ao-apartamento-para-tomar-banho.ghtml


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