Alcolumbre espera que plenário derrube decisão de Mendonça de prorrogar CPMI do INSS
24/03/2026
(Foto: Reprodução) A CPMI do INSS comemorou a decisão desta segunda-feira (24) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que deu 48 horas para que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), oficializasse a prorrogação dos trabalhos da comissão.
Alcolumbre, por sua vez, se irritou e classificou a decisão de Mendonça como "interferência descabida".
Agora, Alcolumbre espera que o plenário do STF derrube a decisão do ministro André Mendonça. E, nesse cenário, a guerra entre o Senado e o STF só fez piorar.
André Mendonça decidiu levar o caso diretamente para o plenário físico do STF. O julgamento foi marcado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, para esta quinta (26) (leia mais a seguir).
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Interlocutores de Davi Alcolumbre dizem que o presidente do Senado confia numa derrubada da liminar pelos demais ministros. Acredita ter maioria.
Segundo eles, porque uma coisa é a criação de uma CPMI ser considerada um direito da minoria na Casa, o que já foi decidido pelo STF em outras oportunidades
Outra coisa, é a sua prorrogação, que seria uma incumbência do presidente do Congresso no caso de uma comissão mista.
🔎A criação de uma CPI ou CPMI é um direito da minoria parlamentar, isto é, se os requisitos forem preenchidos (1/3 das assinaturas de cada Casa, fato determinado e prazo), a Mesa do Congresso é obrigada a ler o requerimento e instalar a comissão.
Em sua decisão, André Mendonça enfatizou, porém, que a prorrogação também é um direito da minoria e que cabe ao presidente do Congresso ler o requerimento para que isso aconteça.
Alcolumbre não concorda. Diz que não é automático, depende de uma avaliação dele enquanto presidente do Legislativo.
A disputa entre Alcolumbre e André Mendonça vem da época da indicação do ministro pelo então presidente Jair Bolsonaro para ser ministro do STF.
Irritado com Bolsonaro, Alcolumbre, então presidente da Comissão de Constituição e Justiça, demorou mais de cinco meses para pautar a sabatina de Mendonça e tentou derrotar a sua indicação.
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Carlos Moura/Agência Senado
Marcação do julgamento
Davi Alcolumbre enxergou com bons olhos a decisão de Edson Fachin de agendar para esta quinta, antes do prazo final da CPMI do INSS, o julgamento da liminar de André Mendonça.
Na avaliação do presidente do Senado, a intenção inicial de Mendonça de marcar o julgamento para o dia 2 de abril, em plenário virtual, criaria mais tensão entre Congresso e STF.
Agora, Alcolumbre vai esperar o julgamento agendado e não vai recorrer mais. Afinal, o plenário já irá analisar o caso, visto pelo senador como uma "interferência indevida" no inquérito do INSS.